
A fadiga mental com “névoa cerebral” e as mudanças de humor repentinas sem razão aparente podem ter uma parte da solução na alimentação e suplementação. Além de dieta rica em diversidade alimentar e nutrientes fundamentais, exercício físico regular e mínimo de oito horas de sono, a saúde mental pode mesmo melhorar com estes cinco suplementos/nutrientes que têm provado combater a fadiga mental e melhorar o humor.
Parte 1
A nossa saúde começa no prato. Não existe um alimento que tenha impacto significativo, de forma isolada, no processo de envelhecimento. No entanto, um padrão alimentar saudável pode realmente fazer a diferença na nossa saúde e atrasar o envelhecimento celular. Esta semana falo-vos de cinco alimentos. A segunda parte fica para a próxima edição.
Rico em nutrientes, é ótima fonte de: cálcio; potássio; manganês; fósforo; vitaminas A, C, K, B1 e B2. Atua como um antissético interno da pele e fornece minerais às células do corpo, resultando em maior oxigenação da pele. Rico em antioxidantes, auxilia a neutralizar os radicais livres nocivos que provocam rugas e sinais de envelhecimento.
Rico em vitamina C, que é essencial para a produção de colagénio, tem também antioxidantes que têm poder anti-inflamatório e pode ajudar a proteger a pele dos danos provocados pela exposição solar, pela poluição ou toxinas ambientais.
Um superalimento rico em antioxidantes, vitaminas e minerais que contribuem para uma melhoria da elasticidade da pele e minimizam o aparecimento de rugas. Alguns dos seus nutrientes são: vitaminas A, C, K e E; cálcio; potássio; magnésio; fósforo; vitaminas do complexo B. Contém ainda a enzima papaína, que auxilia o organismo a rejuvenescer, funcionando como um dos melhores agentes anti-inflamatórios da Natureza.
Ricos em vitaminas A e C, têm um antioxidante que desafia o envelhecimento, a antocianina. Auxiliam na proteção da pele contra danos causados pelo sol, stress e poluição, moderando a resposta inflamatória e prevenindo a perda de colagénio.
Com propriedades anti-inflamatórias e melhor amigo do movimento anti-aging, tem vários nutrientes importantes: vitaminas C e K, antioxidantes, fibra, ácido fólico e cálcio. Este alimento tem um nutriente chamado luteína, que tem sido associado à preservação da função de memória do cérebro.
Parte 2 (parte 1 na edição anterior)
A menopausa acontece em média após 50 anos de vida da mulher e caracteriza-se pela ausência da menstruação e sintomas associados, tais como: calores intensos, insónias, pele seca, humor instável, diminuição da densidade óssea e aumento da gordura visceral. Uma alimentação adequada a cada caso ajuda a controlar os sintomas e torna esta fase menos desafiante.
Além da terapia de reposição hormonal, há vários suplementos que podem ser uma solução natural para o combate à sintomatologia (por exemplo: vitamina D, ómega 3, ashwagandha, magnésio e cálcio).
Uma grande preocupação das mulheres na chegada à menopausa é o aumento do peso corporal e é nesta área que a ciência da nutrição age de forma muito eficaz.
Pratique 30 minutos de exercício físico por dia;
Evite o consumo de bebidas alcoólicas;
Troque as massas ou pão por vegetais ou tortitas de arroz/milho;
Beba 2 litros de água/dia;
Jante refeições leves, com pouco sal (idealmente sopas, saladas ou até iogurte de soja com aveia, fruta e sementes).
A menopausa é uma fase de vida que pode ser mais fácil com o apoio do seu nutricionista. Bon Ap [Bom apetite] e até à próxima semana!
A nutrição está relacionada com cerca de 30% de todos os casos de cancro no Mundo. Dois fatores-chave são a oxidação e a inflamação, processos normais do metabolismo que fazem parte da resposta imunológica do corpo. No entanto, níveis elevados têm um impacto significativo na saúde. O estilo de vida e a dieta modernos provocam um desequilíbrio que contribui para o desenvolvimento de vários tipos de cancro.
• Vegetais de folha verde e laranja (couve, espinafre e abóbora) contêm luteína, que pode inibir o crescimento das células cancerígenas. • Tomate, melancia e pêssego contêm licopeno, que inibe o crescimento celular de vários tipos de cancro. • Fruta cor de laranja, como pêssegos e laranjas, tem efeito anti-inflamatório. • Vegetais crucíferos, como brócolos, couve-flor e couves-de-bruxelas, participam nos processos de desintoxicação e reduzem o risco de vários tipos de cancro. • Maçã, cebola, uvas, chá e frutos vermelhos são ricos em flavonoides e úteis na prevenção e no tratamento do cancro. • Os frutos vermelhos são ricos em antocianinas, pigmentos vegetais que têm propriedades antioxidantes e podem estar associados a uma redução do risco de cancro. • As leguminosas contêm esqualeno e protegem contra o cancro colorretal. • O peixe e o óleo de peixe são anti-inflamatórios e reduzem o risco de cancro de mama e de próstata.
• Aspartame; • Carne vermelha e enchidos; • Frituras; • Álcool; • Açúcar e bolos/doces de pastelaria; • Alimentos pré-confeccionados.
Bon Ap e até breve!
As doenças da tiroide afetam uma em cada cinco mulheres e um em cada dez homens, mas 50% não são diagnosticadas.
Existem muitas razões pelas quais se pode desenvolver a disfunção da tiroide. Como as causas variam individualmente, a abordagem aos problemas subjacentes também deve ser individualizada. Porém existem alguns sintomas e conselhos transversais a muitos dos pacientes.
Coma uma quantidade suficiente de proteína de fontes como aves, cogumelos, leguminosas ou peixe. Incorpore quantidades suficientes de fibras de alimentos como nozes, sementes, legumes e saladas cruas.
A fase após o término da menstruação é quando os ovários se preparam para libertar o óvulo. A glândula pituitária liberta FSH, que estimula o amadurecimento dos folículos do ovário e o estrogénio aumenta para ajudar a engrossar o revestimento uterino e iniciar a ovulação. A nutrição é fundamental para uma ovulação saudável, por isso fique com quatro receitas para estar com a máxima saúde na sua janela fértil.
A relação entre alimentação e saúde capilar é inegável. O cabelo tem origem na haste capilar, o folículo piloso do couro cabeludo, dependendo diretamente da nutrição fornecida pela pele. É essencial a ingestão adequada de água, vitaminas e minerais, apesar de existirem outros fatores, como tratamentos e predisposição genética, que podem causar impacto na saúde do cabelo.
O exercício físico, hidratação, idade, exposição solar e sono são cinco dos principais fatores que contribuem para uma pele mais ou menos saudável e afetam a manutenção da massa muscular corporal. Existem, porém, na nossa alimentação algumas estratégias que podemos adotar para favorecer o ganho muscular e aumentar o colagénio sem recorrer a tratamentos de medicina estética, apenas com nutrição adequada.
Apesar de cada um de nós ter uma individualidade que não permite generalizar o plano alimentar em quantidades, horários ou opções alimentares, sabemos que alguns alimentos são praticamente transversais, independentemente do estilo de vida.
Além disso, as recomendações gerais são de um grama de proteína por quilo de peso, por dia, por pessoa. Ou seja, com 60 quilos, deve ingerir 60 gramas de proteína, o que se traduz em, por exemplo: 200 gramas de carne vermelha ou polvo, 300 gramas de pescada, oito ovos, 400 gramas de quinoa, 15 fatias de queijo flamengo ou 300 gramas de grão-de-bico.
Por vezes é necessário recorrer a suplementação proteica por forma a garantir o aporte diário necessário sem exceder as calorias totais diárias recomendadas.
Uma alimentação saudável é a chave para uma pele e massa muscular saudáveis.
A fruta é doce e contém açúcar natural (frutose) e por esta razão existe a ideia, errada, que este alimento pode não ser saudável ou aumentar a gordura corporal. No entanto, a ciência já provou que comer fruta auxilia no controlo do peso e tem inúmeros benefícios para a nossa saúde física e mental.
Não só são alimentos que aumentam a saciedade e provocam a perda de peso como substitutos de alimentos processados, doces e com densidades calóricas mais elevadas, como também são fundamentais numa alimentação que previna o envelhecimento precoce, por serem ricos em antioxidantes, têm nutrientes anti-inflamatórios e protegem o nosso sistema imunitário ao melhorar a microbiota intestinal.
Muitos frutos têm as vitaminas A, E e C, associadas à redução do ganho de gordura e à redução da gordura abdominal. Os antioxidantes presentes na fruta, polifenóis, também estão associados à redução de gordura corporal. A fruta inteira exige mastigação e fornece fibra e água, diminuindo a velocidade do esvaziamento do estômago, o que provoca o aumento da saciedade com um maior controlo do apetite.
Saiba que frutos fornecem nutrientes essenciais associados à regulação do peso ou que foram estudados pela capacidade em controlar o peso ou a gordura corporal.
A fruta inteira faz parte de uma dieta saudável e rica em nutrientes e auxilia no controlo de peso. Há fruta mais calórica e com maiores níveis de frutose, porém não existe fruta que seja um alimento processado ou com gordura saturada.
Sendo quase sempre uma ótima opção alimentar, considere não ultrapassar as cinco porções por dia, juntar um punhado de frutos secos ou algumas tortitas de arroz com a ingestão dessa fruta para aumentar a saciedade, ou fazer sumos juntando alguns vegetais e flocos de aveia para um maior controlo glicémico.
Ainda que alguns frutos tenham sido estudados de forma independente para resultados de perda de peso, é importante consumir uma variedade de fruta, tanto em cor quanto em tipo, para ampliar a ingestão geral de nutrientes e antioxidantes.
Uma das melhores formas de reduzir a tendência para a inflamação do corpo está no prato e não na farmácia. O sistema imunitário é ativado quando o corpo reconhece algo estranho — como uma bactéria, pólen ou produto químico — o que pode originar um processo chamado inflamação que é um efeito protetor da nossa saúde. No entanto, às vezes a inflamação persiste, dia após dia, mesmo quando nada está a ameaçar o nosso bem-estar e é nestes casos que a inflamação pode tornar-se a nossa inimiga nº 1.
A maioria das doenças mais prevalentes, como cancro, doenças cardiovasculares, diabetes, artrite, depressão ou Alzheimer, têm sido associadas à inflamação crónica. Escolha os alimentos anti-inflamatórios certos e poderá reduzir o risco de doenças e sentir-se menos inchado, com mais energia e até melhorar o aspeto da pele!
• Hidratos de carbono simples (não integrais), como pão branco e doces; • Batatas fritas e outros alimentos fritos; • Refrigerantes e outras bebidas adoçadas com açúcar; • Carne de porco, em especial a carne processada (enchidos, salsicha…); • Margarina, gordura vegetal e banha.
• Tomate, azeite, vegetais de folhas verdes, como espinafre e couve; • Frutos secos; • Peixes gordos como salmão ou sardinha; • Frutas como morangos, mirtilos, cerejas e laranjas.
Além do sono, exercício físico e meditação para combater o stress, alguns suplementos como ómega-3, curcuma ou alimentos como chá verde e gengibre provaram ser interessantes no contexto de uma vida mais saudável e consequentemente com menor inflamação.
A dieta anti-inflamatória, além de reduzir a inflamação, é mais natural e menos processada, o que pode ter efeitos visíveis na saúde física e emocional. Uma dieta saudável é benéfica não apenas para reduzir o risco de doenças crónicas, mas também para melhorar o humor e a qualidade de vida geral.
A Ciência da Nutrição é fundamental para atingir o completo bem-estar físico, mental e social. Não somos só o que comemos, somos também o que sonhamos, experienciamos ou escolhemos. A partir de hoje estamos juntos e vou pedir-lhe para mudar a sua vida em dez semanas. Começo com as dez regras para uma alimentação equilibrada:
Um vegetal de folhas verde-escuras por dia.
Frutos vermelhos pelo menos duas vezes por semana (incluindo tomate).
Trinta gramas de frutos secos sem sal por dia.
Duas vezes por semana ingira aves ou alternativas proteicas que não tenham gordura saturada (ex.: cogumelos).
Peixe, duas vezes por semana.
Consumo limitado de queijos (exceto brancos ou magros), fast-food e frituras a uma vez por semana.
Evite manteiga e opte por azeite (máximo 1 c. de chá de manteiga/dia).
Doces ou bolos de pastelaria no máximo uma vez por semana.
Dois litros de água por dia.
Jejum noturno de 12 horas por dia.
Nos próximos sete dias sugiro que faça este plano alimentar:
Saúde e até à próxima semana!
RESET Intestinal
Dezembro é um mês de excessos alimentares fora do padrão alimentar habitual. Há mais refeições fora de casa, mais doces disponíveis, geralmente há um aumento no consumo de álcool, petiscos e menos rotina. Durante este período, não muda apenas o que comemos. Mudam os horários, o sono, o nível de stress, a forma como nos organizamos e até a relação com a comida. Come-se mais vezes por impulso, por celebração ou simplesmente porque “está ali”. O corpo, por muito resistente que seja, regista tudo isto… e ninguém fica satisfeito quando a barriguinha começa a aumentar. Quando as festas terminam, muitas pessoas acordam com a sensação de que algo mudou. A barriga está inchada logo de manhã, a roupa aperta, o corpo parece pesado, a energia está mais baixa e o humor menos estável. Surge a ideia de que é preciso “compensar”, “limpar o corpo” ou “fazer um detox”. O chamado reset pós-festas não é uma dieta extrema nem uma tentativa de apagar o Natal. É um período de transição em que ajudamos o organismo a recuperar do impacto fisiológico dos excessos, devolvendo-lhe condições para voltar a funcionar bem.
Importa esclarecer que na maioria dos casos este inchaço não é gordura.
Com estas alterações, a digestão torna-se mais lenta, aumenta a fermentação intestinal e o intestino fica mais sensível e reactivo. O resultado é distensão abdominal e o aumento dos gases. Em muitos casos, bastam 3 a 5 dias de alimentação mais “limpa”, hidratação adequada e horários regulares para o inchaço diminuir de forma visível, sem necessidade de dietas radicais.
Outro sintoma muito comum depois do Natal é o cansaço persistente. Acorda cansado, sente-se sem energia ao longo do dia e tem dificuldade em concentrar-se, mesmo quando dormiu “o suficiente”. Este cansaço tem uma explicação fisiológica: o consumo elevado de açúcar e álcool provoca oscilações rápidas da glicemia. Sempre que o açúcar no sangue sobe rapidamente e depois desce, o cérebro sofre porque depende de glicose para funcionar e é extremamente sensível a estas variações.
O corpo entra num ciclo de pedir energia rápida, normalmente sob a forma de mais açúcar, perpetuando o problema.
A pele é um re flexo muito fiel do estado de saúde do organismo. Depois das festas, é comum
Há um aumento da in flamação sistémica, mais stress oxidativo e, frequentemente, uma ingestão insuficiente de água, vitaminas e minerais essenciais. O excesso de açúcar e álcool também interfere com a renovação celular e com a hidratação da pele.
A pele reage muito mais à nutrição e ao descanso do que a qualquer produto isolado.
O fígado é um dos órgãos mais sobrecarregados. É ele que metaboliza o álcool, o excesso de gordura e muitos compostos alimentares. Quando esta carga se mantém elevada durante vários dias, o fígado abranda a sua função.
Nesta fase, é comum surgir a ideia de jejuar ou saltar refeições para “dar descanso”. No entanto, para muitas pessoas, isso acaba por piorar o problema. O corpo interpreta a ausência de comida como mais um sinal de stress. O que ajuda verdadeiramente é regularidade: refeições simples, em quantidades adequadas e em horários previsíveis.
Esta frase surge em quase todas as consultas pós-festas.
O resultado é uma fome mais intensa e uma preferência marcada por alimentos doces e ricos em hidratos de carbono simples. Quanto mais açúcar se consome, mais o corpo pede por adaptação hormonal e neurológica. A boa notícia é que este efeito é reversível quando a alimentação volta a ser equilibrada.
Um erro muito comum é achar que os excessos só “contam” se a balança subir muito. Na prática clínica, vejo muitas pessoas cujo peso até mudou pouco, mas cujo corpo está claramente desregulado e com gordura corporal aumentada e taxa metabólica diminuída.
Quando estas condições estão reunidas, o corpo responde. Muitas vezes, os primeiros sinais de
Estes são sinais claros de que o organismo está a recuperar.
Muitas pessoas dizem-me: “Isto antes não me acontecia. Agora basta sair da rotina e fico logo inchada.” É verdade que, com o passar dos anos, o corpo perde alguma flexibilidade metabólica. Mas isso não signi fica que o inchaço, o cansaço ou a digestão difícil sejam normais ou inevitáveis.
Tudo isto faz com que o impacto de um mês como Dezembro seja mais evidente no corpo. Não porque o corpo esteja “pior”, mas porque está mais reactivo. E isso torna ainda mais importante o período de recuperação a seguir. Um reset pós-festas bem feito não serve apenas para “voltar ao normal”. Serve para proteger o metabolismo a longo prazo.
Quando falamos de excessos alimentares, falamos quase sempre de comida. Mas esquecemo- nos de dois factores essenciais: stress e sono.
O corpo interpreta isto como stress. E quando o stress aumenta, sobe também o cortisol — a hormona que, entre muitas funções, promove retenção de líquidos e di ficulta a digestão. O cortisol elevado pode contribuir para inchaço abdominal mesmo sem aumento de ingestão alimentar.
Um erro muito comum depois das festas é tentar “compensar” saltando refeições, sobretudo o jantar. A ideia parece lógica, mas na prática raramente resulta.
Em vez de aliviar o organismo, acaba-se por aumentar o stress metabólico. O resultado costuma ser mais fome ao fim do dia, mais vontade por doces e mais frustração. Nesta fase, regularidade é mais importante do que restrição.
O emagrecimento é uma consequência — não a meta principal.
Depois de compreender o que acontece no corpo após um período de excessos, o passo seguinte é saber o que colocar no prato e, igualmente importante, o que deixar de colocar por
menos estímulos in flamatórios, mais nutrientes, mais previsibilidade. Não se trata de comer menos, mas de comer de forma mais inteligente, ajudando o intestino, o fígado e o metabolismo a recuperarem.
Os legumes são a base de qualquer reset bem feito. Fornecem fibra, vitaminas, minerais e compostos antioxidantes, essenciais para reduzir inflamação e melhorar o trânsito intestinal.
Nesta fase, os legumes cozinhados ou em sopa costumam ser melhor tolerados do que crus, especialmente se houver inchaço.
A sopa é um verdadeiro “alimento terapêutico” no pós-festas. Junta hidratação, fibra, minerais e conforto digestivo.
Uma sopa simples ao jantar, quase todos os dias, faz mais pelo reset do que qualquer produto detox.
Evitar, numa fase inicial, grandes quantidades de fruta muito madura ou tropical, que pode fermentar mais.
A proteína é essencial nesta fase e muitas vezes é negligenciada.
As gorduras certas ajudam a reduzir inflamação e aumentam saciedade.
Pode parecer óbvio, mas é um dos pilares mais negligenciados.
A maioria das pessoas bebe menos água em Dezembro. O corpo ressente-se disso. 2 Lt/ dia é geralmente uma boa quantidade (ou até ver a sua urina transparente). Distribuir a ingestão ao longo do dia é mais e ficaz do que beber grandes quantidades de uma só vez. Começar o dia com água ajuda a activar o sistema digestivo e os rins. Para quem tem dificuldade em beber água pode aromatizar com limão, hortelã ou gengibre.
Não são alimentos “proibidos para sempre”. Simplesmente não ajudam nesta fase de recuperação.
Presente em doces, sobremesas, bolos e muitos produtos processados.
Misturam açúcar e gordura numa combinação pesada para o fígado.
Sobrecarregam digestão e fígado.
Ricos em sal, gordura saturada e aditivos.
Mesmo em pequenas quantidades, interfere com o reset.
Cereais açucarados, refeições prontas, snacks industriais.
Uma boa lista evita improvisos e facilita escolhas.
Esta estrutura reduz inflamação, estabiliza glicemia e melhora saciedade.
Muitas pessoas começam bem, mas complicam demasiado. Receitas complexas, regras difíceis, horários rígidos.
Nesta fase, menos variedade e mais consistência funciona melhor. Escolher bem os alimentos depois das festas é uma forma de respeito pelo corpo. Não se trata de perfeição, mas de intenção. Quando reduzimos o que inflama e aumentamos o que nutre, o organismo começa a reorganizar- se. O inchaço diminui, a digestão melhora e a energia regressa gradualmente.
Na maioria dos casos, o inchaço pós-festas não é gordura. É uma combinação de retenção de líquidos, gases e in flamação intestinal. A gordura corporal não aparece nem desaparece em poucos dias. O que muda rapidamente é o conteúdo intestinal e a quantidade de água retida nos tecidos.
Comer pouco demais aumenta o stress metabólico, faz subir o cortisol e abranda ainda mais a digestão. O corpo entra em modo de defesa. Para desinchar, é preferível comer de forma regular, com alimentos simples e nutritivos, do que reduzir drasticamente as quantidades.
Este é um dos mitos mais enraizados. A verdade é exactamente o contrário. A desidratação leva o corpo a reter líquidos como mecanismo de defesa. Beber água su ficiente ajuda os rins a eliminar excesso de sódio e reduz a retenção.
O stress influencia o intestino, mas o inchaço é um fenómeno fisiológico real. Pode ser medido e observado. Desvalorizar o sintoma como algo “da cabeça” apenas atrasa a resolução.
Só faz sentido eliminar glúten ou lactose se existir intolerância ou patologia diagnosticada. Cortes aleatórios podem empobrecer a alimentação e prejudicar a microbiota intestinal. Nem toda a barriga inchada é intolerância alimentar.
Laxantes podem aliviar o trânsito, mas não resolvem in flamação nem desregulação intestinal. O uso frequente pode até agravar o problema. O intestino precisa de fibra, água e tempo, não de agressão.
Não é normal sentir desconforto abdominal constante. É comum, mas não deve ser normalizado. O corpo está a dar um sinal de que algo precisa de ser ajustado. Curiosidades cientí ficas explicadas de forma simples Sabia que o intestino reage mais ao stress do que à comida em algumas pessoas? O sistema digestivo está intimamente ligado ao sistema nervoso. Situações de stress, ansiedade ou falta de sono podem provocar inchaço mesmo com uma alimentação equilibrada. Sabia que o intestino precisa de rotina? Horários irregulares confundem o sistema digestivo. Comer mais ou menos à mesma hora ajuda o intestino a funcionar melhor.
Rico em antioxidantes, ajuda a reduzir inflamação e a apoiar o metabolismo. Ideal de manhã ou início da tarde.
Excelente para digestão lenta, náuseas e sensação de enfartamento. Pode ser usado após as refeições.
Ajuda a reduzir gases e desconforto abdominal. Muito útil ao fim do dia.
Tem um efeito suave de apoio hepático e pode ajudar na retenção hídrica. Não deve ser usado de forma contínua e prolongada.
Ajuda a relaxar o sistema nervoso e, indirectamente, melhora a digestão. Ideal ao final do dia. Os chás ajudam, mas não substituem água nem uma alimentação adequada.
Esta é uma pergunta frequente e merece uma resposta honesta. Durante um reset mais rigoroso, o ideal é reduzir ao máximo o álcool. O álcool irrita o intestino, sobrecarrega o fígado e atrasa a recuperação.
O vinho tinto contém polifenóis antioxidantes, mas isso não transforma o álcool num alimento funcional. A moderação é essencial.
Nesta fase, pratos simples funcionam melhor do que receitas elaboradas. Menos ingredientes significa menos trabalho digestivo.
Misture 1 lata grande de atum (250g) com 9 ovos, 1/2 cenoura ralada, 1/2 talo de alho francês picado, coentros qb, 1 col sopa de azeite com um garfo e coloque numa carteira forrada com papel vegetal. Leve ao forno a 180 graus 20 minutos.
Coza 1,5 Kg de couve flor e escorra a água do tacho, triture tudo com varinha mágica, adicione 1 col chá de sal, adicione 1/2 copo com água, triture novamente.
Triture 6 tomates de rama com 6 dentes de alho, 6 col sopa de azeite, 1/2 cebola e 1 col chá de sal. Coloque esse molho num tacho e quando começar a ferver junte 750g de carne de novilho picada. Quando estiver cozinhada, coloque o puré a tapar a base do recipiente (“pirex”) de forno, coloque a carne (tipo bolonhesa) em cima e depois cubra com o restante puré. De seguida, com um garfo bata 2 gemas de ovo e cubra a superfície para depois fazer a cobertura total com as gemas (com a ajuda do garfo). Leve ao forno 200 graus por 10 minutos.
Não é falta de criatividade. É estratégia. Repetir refeições reduz stress mental e facilita consistência.
Comer pequenas quantidades ao longo do dia sem fome real mantém o sistema digestivo sempre activo e pode agravar o inchaço.
Caminhadas de 20 a 40 minutos ajudam a digestão, reduzem stress e melhoram o trânsito intestinal.
Mesmo mais 30 minutos por noite podem fazer diferença na energia, apetite e inchaço. Mais do que seguir regras, observe como o corpo reage. Menos inchaço, melhor digestão e mais energia são sinais de que está no caminho certo. O reset pós-festas não se faz apenas com o que se come, mas também com o que se acredita e com a forma como se cuida do corpo no dia-a-dia. Ao desfazer mitos, ajustar hábitos simples e respeitar o ritmo do organismo, a recuperação torna- se mais natural e sustentável.
1. Não saltar refeições. 2. Incluir proteína em todas as refeições principais. 3. Garantir legumes diariamente. Com isto em mente, o plano deixa de ser uma dieta e passa a ser uma estrutura de apoio ao corpo.
O pequeno-almoço não precisa de ser pesado, mas precisa de ser equilibrado. Começar o dia apenas com café costuma agravar o cansaço e a vontade por doces mais tarde.
Pode juntar manteiga 100% amendoim ao iogurte natural e mirtilos.
Opção 3: Ovos mexidos com legumes
Snacks: quando comer e o que escolher Os snacks não são obrigatórios, mas podem ser úteis para evitar chegar às refeições com demasiada fome.
Corte uma maçã em pedaços, junte o queijo fresco também em pedaços, canela e nozes. Jantar: leve, mas nutritivo O jantar é muitas vezes a refeição que mais in fluencia o inchaço nocturno.
Evite jantares muito tardios e refeições pesadas à noite. A digestão agradece.
Muitas vezes cozinho 2 ovos, 1 lata de atum, 1/4 de talo de alho francês picado com azeite e misturo tudo numa frigideira. Fica ótimo, é rápido de cozinhar e sacia (especialmente se acompanhar com duas tortitas de arroz ou milho e juntar um punhado de rúcula ao prato).
Ter comida preparada evita decisões impulsivas e escolhas menos acertadas.
Cozinhar para dois ou três dias facilita muito a consistência.
Substitua a batata por alho-francês cortado em palitos finos.
Fica mais leve, digestivo e igualmente reconfortante.
Boa alternativa ao pão ou snacks processados.
Os primeiros sinais raramente são na balança.
Estes são sinais de que o corpo está a recuperar.
procure acompanhamento profissional. Nem tudo se resolve apenas com ajustes gerais. O reset pós-festas não é uma dieta da moda. É ganho de saude. Quando reduz excessos, simplifica escolhas, hidrata-se melhor e respeita o ritmo do corpo, o organismo faz aquilo para que foi desenhado: auto-regular-se. Não precisa de extremismos. Precisa de coerência. Espero que tenha um 2026 muito feliz e acima de tudo que nunca lhe falte SAÚDE! Beijinhos da vossa nutri. Rita Andrade Ordem dos Nutricionistas
A nutrição funcional é uma abordagem personalizada que analisa o corpo como um todo, focando-se não apenas nos sintomas, mas nas suas causas. Considera fatores como genética, metabolismo, estilo de vida e reações alimentares individuais para criar estratégias nutricionais específicas.
Enquanto as dietas tradicionais tendem a ser generalistas, a nutrição funcional adapta-se a cada pessoa. Não existem planos “iguais para todos”, pois cada organismo tem necessidades e respostas diferentes aos alimentos.
Não. Apesar de ajudar na gestão de peso, a nutrição funcional atua também na prevenção e apoio ao tratamento de diversas condições, como problemas digestivos, hormonais, fadiga, diabetes ou doenças cardiovasculares.
O plano é desenvolvido de forma personalizada, tendo em conta fatores como histórico clínico, sintomas, estilo de vida, objetivos e até características genéticas. O objetivo é fornecer os nutrientes adequados para otimizar o funcionamento do organismo.
Não necessariamente. A nutrição funcional pode complementar tratamentos médicos, ajudando a melhorar o funcionamento do corpo e a reduzir sintomas de forma natural, mas deve ser integrada com acompanhamento profissional sempre que necessário.
